terça-feira, 29 de maio de 2012
A dança e a vibração dos sons.
Na Dança Terapêutica utilizamos diversas ferramentas, assim através dos sons é exercida a cura vibracional.O som, este está presente a todo o momento, inclusive em sua ausência.Fonte básica de energia e movimento, onipresente. Utilizado também para comunicação em forma não verbal no cotidiano.
A música desde os primórdios de nossa existência nos serve como fonte de inspiração, passando a quem desejar suas "palavras". A comunicação não verbal pode ser dada através de uma melodia, independente se há ou não uma letra em sua composição.
Há comprovações através de estudos, os benefícios da terapia do som, pois através dela fazemos a conexão e o alinhamentos entre os Eus ( mental inconsciente e consciente) .
Perceba como os sons lhe afetam, como tocam uma parte de seu ser, como lhe modificam o seu estado emocional, se está for uma melodia com uma letra composta, não lhe dê atenção as palavras ditas, apenas sinta!
Ao focarmos nossa mente no trabalho com o som podemos entrar em contato com nossas memórias ancestrais, pois o som expande nossa percepção e nossa sensibilidade. Neste trabalho podemos utilizar instrumentos nativos, ou qualquer outro instrumentos que traga esta conexão.
No Oriente, os exercícios espirituais de meditação, baseados no som, já existem há milhares de anos e muitos deles foram integrados em religiões como o budismo o islamismo.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
A dança, sua simbologia e a ligação com os quatro elementos.
A Dança do Ventre é uma dança do Período Matriarcal,
tinha como principal foco o caráter religioso e ritualístico, esta linguagem
gestual está associada aos rituais femininos de fertilidade, relacionados aos
ciclos da lua e ao sangramento mensal das mulheres, consideradas o elo de
ligação do mistério sagrado da vida e da morte.
Embora atualmente tenha se perdido parte deste
caráter, ainda permanece a essência, onde os movimentos estão ligados a uma
série de símbolos como por exemplo o arquétipo da serpente e seu simbolismo da
morte e renascimento, aos movimentos dos quadris com sua enorme possibilidade
de ritmos, sintonizados com a pulsação que emana da terra, a interação com os
elementos naturais através de movimentos simbólicos e ativação dos chakras.
Apesar da dança não ter seu desenho original, pois
recebeu a contribuição de várias culturas, o principal fio condutor da dança do
ventre continua sendo a celebração da vida através do ventre, matriz do poder
máximo da criação e microcosmo do corpo feminino maior, a Terra, nossa grande
mãe, que nos alimenta e a partir da qual todos nós somos criados.
- Elemento Terra:
O elemento Terra simboliza o
plano físico, a matéria, a saúde do corpo, a estrutura, nossos desejos e vontades.
Relacionado com o 1º chakra - báscio ou Muladhara.
- Elemento Água:
O elemento água simboliza a
emoção, doação, o útero, a intuição, o nosso querer. Relacionado ao 2º chakra
- sacral ou Svadhistana.
- Elemento Fogo:
Representa uma chama crescente de
fogo que evolui com impulso, determinação, inspiração e o ousar, nos
transmutando e purificando. O elemento Fogo simboliza o plano espiritual e é
relacionado ao 3º chakra – Plexo Solar ou Manipura.
- Elemento Ar:
O elemento ar simboliza plano intelectual e nosso
saber. Representa o vento
cósmico capaz de trazer e levar conhecimento e vida, é relacionado com o 4º chakra – cardiaco ou Anahata.
De volta ao berço da dança
Etimologicamente, o termo é a tradução do inglês americano Bellydance, e do árabe Raqs Sharqi - literalmente Dança do Leste.
A Dança do Ventre é uma dança do Período Matriarcal, Sua origem data entre 7.000 e 5.000 a.C, onde teve passagem pelo Antigo Egito, Suméria, Babilônia, Mesopotâmia, Índia, Pérsia e Grécia, estes eram praticados como rituais sagrados em honra das divindades femininas, homenageando a Grande Deusa Mãe. As mulheres dançavam ao redor do fogo, venerando a natureza, a Terra (símbolo da fertilidade), a Lua; elas se ofertavam como filhas a serviço de sua Deusa, e procuravam receber a força da Grande Mãe.
Esta prática milenar, era usada pelas mulheres desde os primórdios da civilização, como preparação pra o parto, celebração das colheitas e culto à Deusa. Esses rituais sagrados tinham caráter religioso e de extrema importância para a mulher, que não disponibilizava da tecnologia e recursos atuais. Nos tempos antigos não existia antibióticos, nem cesariana, nem nenhum tipo de recurso atual usados para o parto ou qualquer problema decorrente dele. A Dança do Ventre como culto à Deusa era a única fonte que trazia a força e o preparo necessários para a mulher, tanto físico quanto psicológico.
Não trata-se de apenas uma atividade física com técnicas rígidas, mas sim uma dança da alma. E nada melhor do que sua prática para realizar esse contato com o divino, o resgate do eu-feminino, o retorno à suas origens e a formação de um elo de ligação com nossos ancestrais e com todas as forças da natureza; descobrindo que todas nós somos Deusas também. Não há nada mais belo do que uma mulher dançando e celebrando a vida, com muita leveza e feminilidade; pois esse é o verdadeiro sentido desta dança: O dom de dar a vida através do seu Ventre.
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